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Sejam Bem Vindos

Polícia

Depósito de armas estourado
Edição de 04/04/2012


A partir de denúncia anônima, militares apreenderam armas, munições e mercadorias roubadas em casa na Sacramenta

Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar até uma residência utilizada como depósito de armas e produtos de roubo, no bairro da Sacramenta. No local foram apreendidas armas, munições, equipamentos de informática e eletroeletrônicos, além de diversos documentos de identificação. O proprietário do imóvel, Everaldo Duarte da Costa, deixou a casa minutos antes de a polícia chegar. A residência fica localizada na passagem Garrincha, nos fundos de uma vila. Todo o material apreendido foi encaminhado para a 1ª Seccional Urbana da Sacramenta.

A apreensão foi efetuada por homens da Ronda Ostensiva Tático-Metropolitana (Rotam), ontem de manhã, após informação via Disque-Denúncia. Três viaturas da Rotam foram deslocadas até o endereço da ocorrência. Após averiguação, os policiais militares cercaram a residência e constataram a informação. Ninguém foi encontrado na casa, mas, segundo moradores, o proprietário do imóvel fugiu do local pouco antes da chegada da polícia. 'Alguém avisou, pois deu tempo dele fugir. Pelo menos encontramos o material que foi apreendido e que reforçam as suspeitas de que a casa servia para a criminalidade', disse um dos policiais que participou da ação.

Segundo a denúncia, o imóvel funcionava como ponto de encontro de criminosos da área, que usavam o espaço para guardar mercadorias fruto de roubo e como ponto de venda de drogas. Ainda segundo a denúncia, as armas encontradas no local eram alugadas para a prática de assaltos e roubos no bairro.

O delegado David Leão, da seccional da Sacramenta, lavrou um auto de apreensão e instaurou inquérito para averiguar a origem do material apreendido. 'Vamos apurar para descobrir o motivo de o morador guardar armas, munições, diversos documentos e todo esse material eletroeletrônico. Ele (proprietário da casa) não estava no local no momento da apreensão', afirmou Leão.

Fonte: ORM



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Jovem leva 6 tiros no rosto
Edição de 28/03/2012


Mãe da vítima promete matar assassino, mas muda de ideia e decide colaborar com investigações da polícia

Jonny Ferreira Varela, de 21 anos, foi executado com 6 tiros no rosto, na Vileta com a passagem Acatauassú Nunes, próximo ao canal, no bairro do Marco. A área é considerada vermelha pelos órgãos de segurança do Estado. De acordo com policiais militares que estiveram no local, o crime pode estar relacionado com o tráfico de drogas. Ainda de acordo com PMs, Jonny teve duas passagens pela polícia por ter cometido homicídios. No local onde a morte ocorreu, prevalece a "lei do silêncio" e ninguém quer falar porque teme represálias. O caso foi encaminhado para a Central de Flagrantes de São Brás e para a Divisão de Homicídios. A polícia já tem um suspeito de ter cometido o crime, mas não citou nomes para não atrapalhar as investigações.

Para o cabo PM Marcus Maia, da 10ª Zona de Policiamento (Zpol), não restam dúvidas de que o crime foi um acerto de contas motivado pelo tráfico de drogas no entorno da Vileta com a passagem Acatauassú Nunes. Quando a viatura 9144 chegou ao local, dezenas de moradores estavam olhando o corpo no meio da rua, mas ninguém disse ter visto alguma coisa. "Era aquele cenário que todos conhecemos neste tipo de ocorrência: muitos curiosos em cima, mas ninguém sabe de nada, nem pretende informar nada, talvez por medo de sofrer represálias", comentou o militar.

O corpo de Jonny ficou caído na lama e os pertences dele aparentemente não foram roubados. Jonny vestia uma camisa, uma bermuda e calçava um par de sandálias. A mãe dele, cujo nome não foi revelado, se emocionou e afirmou que sabia quem pode ser o responsável pelo crime.

"No calor do momento ela pediu justiça e disse que ia matar quem tinha feito aquilo. Depois, ela se tranquilizou e falou que entregava o caso nas mãos de Deus e da Justiça", frisou o cabo Maia. As informações fornecidas por ela serão importantes para as investigações da polícia, que agora irá trabalhar na identificação dos suspeitos. As últimas pessoas que foram vistas na companhia de Jonny também devem ser ouvidas.

Técnicos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves fizeram a perícia de local de crime. O corpo da vítima foi removido e passará por necropsia.

O local onde o assassinato ocorreu é carente de infraestrutura, saneamento básico e segurança. "Esta área aqui é considerada zona vermelha, muito perigosa. Até para fazermos ronda por aqui é complicado por causa das condições das ruas, que impedem a livre circulação das viaturas", ressaltou Maia.
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Dois jovens executados
Edição de 28/03/2012




Mortes de rapazes envolvidos com crimes são registradas no Icuí-guajará e no Guamá

Diego Eliezer da Silva Souza, de 24 anos, foi assassinado ontem à noite no bairro do Icuí-Guajará, em Ananindeua. De acordo com a polícia, ele era envolvido com crimes e morreu durante troca de tiros com um assaltante, que também se chama Diego, mas é conhecido como "Dieguinho".

O crime ocorreu por volta de 21h30, na passagem Juvelino Correia. No local, testemunhas não deram muitas informações sobre o fato. Segundo policiais da 3ª Zona de Policiamento (Zpol), os dois "Diegos" eram conhecidos da polícia e tinham uma desavença por causa de uma arma. "Esta foi a informação que recebemos, que a briga deles era motivada por alguma transação envolvendo arma", afirmou o sargento Valcir. Segundo o sargento, "Dieguinho" é um criminoso perigoso da área e costumava usar camisa de mototaxista para praticar crimes. "Não só ele, como a vítima também. Ambos se passavam por mototaxista para roubar os outros", denunciou.

Até o fechamento desta edição, a polícia não tinha pistas de "Dieguinho". Apesar de supostamente ter ocorrido uma troca de tiros entre Diego e "Dieguinho", não foi informado se alguma arma foi encontrada com a vítima ou levada pelo assassino. A família da vítima tentou impedir o trabalho da imprensa e não comentou o crime. O caso deverá ser investigado pela Seccional Urbana da Cidade Nova.

Outro - No Guamá, um adolescente de 17 anos foi atingido por pelo menos quatro tiros, ontem à noite. Ele chegou a entrar em quintais de algumas residências enquanto fugia do assassino, mas foi alcançado nos fundos de uma casa localizada na passagem São João e baleado.

Segundo o cabo Silva, da 11ª Zona de Policiamento (Zpol), a polícia ainda não tem informações sobre o acusado do crime. "Aqui as pessoas não falam, porque prevalece a ‘lei do silêncio’. Sabemos apenas que ele estava sendo perseguido e chegou até aqui, onde foi assassinado", disse.

O menor de idade supostamente foi atingido por quatro a cinco tiros, mas esta informação deverá ser confirmada por laudo do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. O crime, que teve características de acerto de contas, foi registrado na Seccional Urbana do Guamá, que deverá continuar as investigações.
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Polícia acha carro suspeito 

Edição de 23/02/2012



Três dias após o assassinato do adolescente, policiais encontram o veículo que pode ter sido usado no crime

Entre as pessoas ouvidas pela Polícia Civil (PC) no inquérito que investiga a morte do adolescente Patrick Botelho da Silva, 16, um rapaz de 22 anos foi encaminhado para Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC), para fazer exames. Apesar de não ter confirmação policial, existe a suspeita de que o rapaz tenha tido envolvimento direto no assassinato do adolescente, ocorrido na última segunda-feira. Os resultados dos exames deverão ser comparados às amostras coletadas no local do crime. Entretanto, delegados que investigam o caso negaram que alguém tivesse sido preso. Depois de fazer exames no CPCRC, o jovem seria liberado. Esta foi a informação repassada por policiais civis da Delegacia de Santa Bárbara, na noite de ontem, à imprensa.

Até o final da tarde de ontem, pelo menos 10 pessoas já tinham sido ouvidas pela polícia. A informação foi confirmada pelo titular da 9ª Seccional Urbana de Mosqueiro, delegado Nilton Neves. Entretanto, de acordo com familiares da vítima, duas pessoas teriam sido detidas e levadas para a Delegacia de Santa Bárbara, vinculada à referida seccional, apontadas como suspeitas de praticar o crime.

No entanto, o delegado Nilton Neves foi enfático ao afirmar que "nenhuma pessoa ou suspeito foi detido ao longo da manhã e tarde de ontem, apenas foram colhidos depoimentos e as pessoas liberadas".

Ainda segundo o diretor, várias equipes da Polícia Civil estavam colhendo informações nas proximidades do local do crime, nos lugares que o jovem costumava frequentar e com pessoas com quem convivia. Dez foram convocadas para depor, sendo oito pela manhã e duas a tarde, desde às 13 horas, na seccional do Mosqueiro.

Por telefone, a reportagem confirmou que três pessoas estavam sendo ouvidas pela equipe de Divisão de Homicídios na Delegacia de Santa Bárbara na noite de ontem, inclusive, à portas fechadas, porém, nada foi confirmado sobre a suspeita de autoria do homicídio. Os três rapazes foram ouvidos na condição de suspeitos, mas dois deles foram liberados logo após prestarem depoimento. O terceiro foi encaminhado para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC). O delegado João Bosco Rodrigues, da Divisão de Homicídios, reafirmou que ninguém estava preso.

Familiares disseram que não tinham muitas informações. "Não há nada confirmado, mas quando cheguei a seccional, simplesmente me disseram que duas pessoas haviam sido detidas e a polícia achou melhor levar para Santa Bárbara para serem interrogadas, justamente para evitar tumultos na ilha. Eu, particularmente, não vi ninguém e também não posso acreditar em tudo que ouço porque está ocorrendo muito falatório sobre este crime", ressaltou o tio do adolescente, José Maria Mesquita. A advogada Cristina Louchard, que acompanha o caso, afirmou que "por enquanto pouco se sabe sobre estas pessoas que foram detidas como suspeitas. Mas amanhã estarei na seccional de Mosqueiro para ficar a par de toda esta situação".

Amigos ainda tentam entender brutalidade

Três dias após a morte do adolescente, amigos e pessoas próximas ao jovem ainda buscam respostas para o brutal assassinato. "Fico me perguntando o porquê dessa tragédia. Por qual motivo matariam de forma tão brutal um menino que não fazia mal a ninguém. Cresceu dentro da minha casa, pois era amigo de minha filha e se tornou amigo de toda a família", declarou a assistente social Rai César, que conheceu Patrick quando ele ainda contava apenas sete anos de idade.

Foi na escola de música de Rai que Patrick deu os primeiros passos na música. "Ele tinha uma grande voz e muito talento na música. Estudou na minha escola desde criança e sempre foi muito aplicado nos ensinamentos. Era tão talentoso que o encaminhei para fazer o teste na escola Carlos Gomes. A prova de voz estava marcada para amanhã (24) e tenho certeza que seria aprovado no teste", afirmou a assistente social, que definiu o jovem como um pequeno grande amigo.

Morte - O estudante Patrick Botelho da Silva foi encontrado ferido a facadas na Praia Grande, no distrito de Mosqueiro. Ele estava amordaçado e amarrado com as próprias roupas do corpo e apresentava marcas de pneus no tórax. Patrick ainda foi socorrido com vida e levado ao hospital local, contudo, devido a gravidade dos ferimentos, foi transferido para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, mas não resistiu e morreu durante a madrugada de ontem.

Minutos antes de chegar ao HMUE, o jovem afirmou que três homens em um Gol de cor azul escuro eram os responsáveis pela agressão. A existência do carro, naquele momento, não foi confirmada pela polícia, que trabalha com várias linhas de investigação. O adolescente fazia parte de um grupo de jovens da igreja de Nossa Senhora do Ó, situada no centro da ilha. No noite em que foi morto, o rapaz havia acabado de sair da igreja, onde coordenava a programação do evento católico "Alegrai-vos" deste ano.

Placa do gol apreendido bate com a descrição, mas nada é confirmado

Um veículo modelo Volkswagen Gol, de cor preta e placas JVK 5765, cujas inicias são as mesmas apontadas pela vítima momentos antes de morrer, foi apresentado na seccional de Mosqueiro, e em seguida transferido para a Delegacia de Santa Bárbara. Segundo uma amiga da família, o veículo estava estacionado em uma residência localizada na Vila, no centro do distrito. "As letras da placa são as mesmas descritas pelo Patrick. Ele falou ao pai que o Gol era azul escuro e este localizado na Vila era preto, mas à noite é difícil definir a cor exata de um veículo escuro", comentou.

O envolvimento do carro na morte de Patrick, todavia, não foi confirmado pela polícia, mas o veículo será periciado antes de chegar a alguma conclusão. José Maria Mesquita disse ainda que todas as informações relevantes que estão chegam aos ouvidos da família estão sendo repassadas à polícia.

"Sempre chega uma coisa nova para nós, mas não podemos divulgar para não atrapalhar o andamento das investigações. As especulações são muitas, por isso não podemos sair apontando possíveis culpados. Conversei com o delegado local e ele garantiu que as investigações estão caminhando. Tenho certeza que este crime não ficará impune", declarou o tio da vítima.

O carro pertence a um jovem de 22 anos, conhecido como Júnior. O nome dele não foi divulgado. Ele é proprietário de um cyber em Mosqueiro e foi encontrado dentro do estabelecimento. Em seguida, foi encaminhado para a Delegacia de Santa Bárbara, onde prestou depoimento. De acordo com informações repassadas para a imprensa, a namorada de Júnior era amiga do adolescente assassinado. O rapaz já teria discutido anteriormente com Patrick, por causa de ciúmes, já que o adolescente sempre estava próximo à moça e ela teria um carinho especial por ele. "Mas era apenas amizade, eles eram como irmãos, cresceram juntos", disse uma amiga de Patrick, que não terá seu nome informado. Uma pessoa que estava na Delegacia de Santa Bárbara disse que Júnior tinha marcas de arranhões na área do peito e ombro.

Uma tia de Júnior, Elizabeth Pinto, não concordou com o fato de a polícia ter suspeitado do rapaz. Ela acredita que ele tenha sido apontado como suspeito porque possui um veículo na cor escura. "Então agora eles irão prender todas as pessoas que têm gol preto ou carro escuro?", questionou. De acordo com ela, "Júnior" estava na pousada que é propriedade da família, na noite de segunda-feira. "Como contratar vigilância seria muito caro, ele mesmo ficou lá trabalhando", argumentou.
Fonte: Amazônia












Edição de 04/10/2011
Ladrão morre em bar 

Após roubar celular de mulher, acusado foi atacado por dois desconhecidos em Marituba
Meia hora depois de assaltar uma mulher, Gleison Ruan Ferreira, de 18 anos, foi assassinado por desconhecidos. O crime ocorreu ontem à noite, dentro de um bar na rodovia BR-316, município de Marituba. Segundo as primeiras informações policiais, "Ruanzinho" era usuário de drogas e também praticava pequenos furtos e roubos. Ele já vinha sofrendo várias ameaças de morte, de acordo com familiares.


Por volta das 21h30 de ontem, Gleison teria roubado o celular de uma mulher, que não teve o nome divulgado. O roubo ocorreu em Marituba, e a vítima seguiu o acusado, que entrou em um bar localizado às margens da rodovia, na altura do km 13 da BR-316, sentido Marituba-Benevides. A mulher acionou uma viatura policial, que foi até o local e encontrou Gleison. O celular roubado foi devolvido à dona, mas Gleison não foi encaminhado para a unidade policial. Ele não portava nenhuma arma, e segundo testemunhas, a vítima preferiu não dar queixa do crime.


Os policiais foram embora e o rapaz permaneceu no bar. Por volta das 22 horas, dois homens se aproximaram em uma motocicleta e perguntaram por ele, que estava do lado de dentro do estabelecimento. Um dos homens desceu da moto e, quando chegou perto de Gleison mandou as outras pessoas saírem. De acordo com o proprietário do local, o bar estava cheio e as pessoas saíram correndo. "Ruanzinho" foi atingido por quatro disparos e morreu na hora


À polícia, o dono do bar afirmou que esta foi a primeira vez que viu o rapaz no estabelecimento. A mãe do jovem disse que ele havia saído de casa e passava a maior parte do tempo na rua.


De acordo com os primeiros levantamentos feitos pela Divisão de Homicídios, Gleison já tinha passagem pela polícia. "Até agora já sabemos que ele era usuário de drogas e também envolvido em pequenos furtos. A companheira dele, que está grávida, afirmou que ele já vinha sofrendo várias ameaças de morte", afirmou o investigador Luiz Marcos, da Divisão de Homicídios.


O crime foi registrado na Seccional Urbana de Marituba. Após os primeiros levantamentos de local de crime feito pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC), o corpo foi removido para necropsia.
Fonte: Amazônia






Edição de 04/10/2011
Falso policial civil é preso em flagrante em Igarapé-Miri
Um homem que se apresentava como escrivão e investigador da Polícia Civil, ex-policial militar e ainda detetive particular está preso em Igarapé-Miri, nordeste do Estado. Pedro Júnior Rodrigues Corrêa, 23 anos, foi flagrado após tentar se passar por policial civil do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil do Pará.


Pedro estava hospedado em um hotel no município e encontrou uma carteira de identidade funcional falsa da Polícia Civil. De acordo com o delegado, a carteira era uma réplica mal feita dos documentos originais. No documento havia uma foto do acusado com o nome falso de Pedro Júnior Barbosa, para conseguir vantagens financeiras e dar 'carteiradas', ou seja, entrar de graça em determinados locais e fazer viagens sem pagar nada.


No documento, ele estava identificado como escrivão. O golpista foi descoberto depois de ter ido à Delegacia de Igarapé-Miri para pedir 'apoio' ao delegado identificando-se como investigador do NIP (Núcleo de Inteligência) da Polícia Civil.


O acusado chegou a aplicar golpes no município e tentou enganar policiais sob argumento de que conseguia garantir transferências de policiais para outros municípios por conhecer pessoas influentes na área de Segurança Pública do Estado.


Também foi apreendida uma carteira de detetite expedida pelo Indepa (Instituto de Detetives Particulares do Pará) e uma carteira em que aparece a palavra 'instrutor'. Em depoimento, Pedro alegou que mora em Belém e que estava no município desde domingo (30), sob alegação de que pretendia aguardar a chegada de um carregamento de contrabando para fazer a apreensão de mercadorias e apresentás-la à Delegacia. Pedro foi autuado nos crimes de falsificação de documento Público; uso de documnto falso; usurpação de cargo público e tráfico de influência. Ele permanecerá recolhido à disposição da Justiça.
Fonte: Amazônia




Edição de 26/10/2011
Adolescentes fazem reféns

Vítimas têm o carro invadido e ficam sob poder de dois rapazes de 16 anos por aproximadamente 50 minutos.

Um casal foi feito refém por dois adolescentes durante aproximadamente 50 minutos, ontem à noite, no bairro da Pedreira, em Belém. A situação aconteceu na avenida Duque de Caxias, dentro do carro do casal, um Ecosport que foi invadido pelos acusados no momento em que o condutor reduziu a velocidade, no semáforo. Durante a negociação com investigadores da Seccional Urbana da Pedreira, os dois adolescentes pediram água, coletes à prova de balas, a presença da imprensa e de familiares. Eles mantiveram um revólver calibre 38 apontado para o motorista do carro, identificado apenas como João Augusto.


Segundo informações da polícia, os dois adolescentes, de 16 anos, abordaram o veículo no cruzamento da travessa Vileta com a avenida Visconde de Inhauma por volta das 21 horas. João Augusto havia reduzido a velocidade por causa do semáforo e, com o susto, travou as portas do carro, mas os acusados ordenaram que ele parasse o veículo e destravasse as portas. Os dois entraram e ficaram no banco de trás, enquanto João e a esposa estavam nos bancos dianteiros.


A dupla passou então a roubar os objetos do casal. "Eles pegaram a aliança da minha esposa, meu relógio e outros objetos, e pelo que entendi eles já iam descer do carro, mas perceberam a aproximação de um carro da polícia e foi nesse momento que um deles colocou o revólver no meu pescoço", disse o proprietário do carro.


"A ideia deles era fazer um assalto relâmpago, e não contavam com a perseguição policial", afirmou o investigador Vandeco. Policiais civis estavam em uma viatura quando foram avisados por um motoqueiro sobre o assalto. "O rapaz da moto informou que dois homens tinham abordado um carro e entraram no veículo, tomando de assalto. Ele nos passou as características do carro e nós iniciamos a perseguição", relatou o investigador Quirino.


O carro em que as vítimas e os adolescentes estavam foi perseguido por várias ruas do bairro da Pedreira, até a avenida Duque de Caxias, esquina com a travessa Curuzu, onde o carro parou e foi cercado por várias viaturas da polícia. Logo no início das negociações, os menores de idade pediram coletes à prova de balas. Em seguida, a presença de imprensa e de familiares, além de água.


A irmã de um deles foi a primeira a chegar. Ela contou que não sabia que o irmão era envolvido com crimes. "Ninguém da nossa família sabe disso. Foi um susto, tanto é que minha mãe preferiu nem vir até aqui", disse a jovem, que não se identificou. Ela pediu que o irmão se entregasse e liberasse os reféns. "Ele quer se entregar, mas o outro está com a arma e não aceita porque quer que venha alguém da família dele. Mas até onde eu sei nenhum parente quer saber mais dele", relatou.


A polícia não conseguiu que familiares do outro adolescente fossem até o local, então a namorada dele foi chamada. Ela chegou por volta das 21h45 e foi recebida com um pedido de beijo feito pelo adolescente. Após o beijo - que foi acompanhado pelas vaias de centenas de curiosos - o acusado entregou o revólver e em seguida ambos se renderam, liberando o casal. Os dois foram encaminhados para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), onde deveriam comprovar suas idades. O revólver calibre 38 que eles tinham estava com cinco munições e foi apreendido.


Durante o tempo do assalto com refém, um enorme congestionamento formou-se na avenida Duque de Caxias, já que o trecho onde o veículo estava foi isolado pela polícia. Após a rendição dos adolescentes, a área foi liberada e o trânsito passou a fluir.
Fonte: Amazônia




Noite sangrenta no interior 


Edição de 19/10/2011

Duas trocas de tiros em Jacundá resultam nas mortes de quatro assaltantes e dois inocentes, sendo um deles PM
Um policial militar foi morto em troca de tiros com assaltantes ontem à tarde, no município de Jacundá, no sudeste paraense. Além do PM, os bandidos também mataram um homem e balearam mais duas pessoas, que foram encaminhadas para atendimento médico no município de Tucuruí. À noite, um novo confronto resultou na morte de quatro dos cinco assaltantes acusados da morte do PM Francisco de Assis Valentim.
A situação ocorreu em uma estrada vicinal localizada na zona rural de Jacundá. A quadrilha, formada por cinco homens, estava desde as 11 horas às margens da estrada. Segundo a polícia, eles estavam fortemente armados e a intenção era assaltar carros e motos. A primeira vítima foi um homem que dirigia um EcoSport. Ele foi abordado pelo grupo na altura do km 12 da estrada do Lago e teria reagido. Baleado pelos bandidos, ele foi mantido refém até o km 18.
No km 18, os assaltantes assaltaram um estabelecimento comercial. No local, havia uma caminhonete que fazia transporte de pessoas daquela área rural para o município de Jacundá. Entre os passageiros, estava o policial militar à paisana. Quando percebeu a ação do grupo, ele reagiu e iniciou uma troca de tiros com os bandidos. Ele foi baleado e morreu no local. Na troca de tiros, um homem de prenome Francisco, que era um dos passageiros, também morreu. Uma mulher, que também estava na caminhonete, foi baleada e encaminhada com vida para atendimento médico, juntamente com o motorista do EcoSport, que estava ferido. Após a troca de tiros, os bandidos tomaram de assalto um Fiat Uno que passava pela estrada.
Segundo a assessoria da Polícia Civil, os bandidos mandaram um homem que estava no banco do passageiro sair do carro e seguiram com o motorista até o km 5 da mesma estrada. Quando seguiam na tentativa de fugir, eles depararam com uma viatura da Polícia Militar, que seguia em sentido contrário, indo em direção ao local onde a troca de tiros e as duas mortes tinham ocorrido.
Houve um novo confronto, que deixou um dos assaltantes ferido. A quadrilha abandonou o veículo e entrou no mato, incluindo o ferido. Policiais civis e militares de Jacundá, Marabá, Goianésia do Pará, Nova Ipixuna e Tucuruí foram acionados e foi montada uma operação para capturar os criminosos. Cerca de 50 policiais reunidos montaram um esquema para localizar e prender os assaltantes.
Um grupo entrou na mata por volta das 19 horas de ontem. As buscas duraram até por volta das 22 horas, quando os acusados saíram da mata, acreditando que poucos policiais estavam atrás deles (pois apenas uma viatura foi deixada às margens da estrada). Quando perceberam a presença de vários policiais, começaram a atirar e houve outra troca de tiros, que resultou na morte de quatro dos cinco bandidos. Um deles conseguiu escapar entrando novamente no mato e ainda não tinha sido localizado até o final da noite de ontem. Os corpos do PM e do homem de prenome Francisco foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Marabá.

Fonte: Amazônia


“Cebola” mata “Neném” a faca 
Edição de 23/09/2011



Os dois eram ladrões conhecidos no Jurunas. assassino estava em condicional. Mãe disse que irá entregá-lo.
Elton da Silva Souza, de 20 anos, mais conhecido como "Neném", foi assassinado ontem, por volta das 15h30, no bairro do Jurunas. O chefe de operações da Seccional da Cremação, Carlos Moreira, disse que a vítima era assaltante e que teria se desentendido com o comparsa Bruno Gianinni Castro da Silva, o "Cebola", de 21 anos. O sargento Botelho, da Polícia Militar, disse que "Cebola" esfaqueou "Neném" na rua Jacó com a passagem Gurjão, e a vítima fugiu ferida até o Mercado do Jurunas, na rua Fernando Guilhon com a avenida Bernardo Sayão, onde caiu morta.
A ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) foi acionada para prestar socorro a "Neném", mas quando a equipe médica chegou ele já tinha morrido.
O corpo ficou estendido no local e foi cercado por curiosos. O cadáver foi coberto por um lençol. Várias pessoas relataram à polícia que o autor do crime tinha sido "Cebola". Em meia hora, o caso estava elucidado. A mãe do acusado entregou todos os documentos do filho, incluindo o alvará de soltura dele. "Cebola" estava em liberdade condicional pelo crime de posse ilegal de arma. Ela ainda prometeu que iria entregar o filho à polícia. Mas até o início da noite a prisão ainda não havia sido efetuada.
O crime começou a ser apurado na delegacia do Jurunas. Segundo Moreira, a polícia trabalhava com a hipótese de que o esfaqueamento tenha sido motivado pela divergência entre a vítima e o acusado na partilha de objetos de assaltos. "Ele ("Neném") não era santo e nem o "Cebola", reconheceu uma parente da vítima, que estava ao lado do corpo, no Mercado do Jurunas.
Fonte: Amazônia


Tio tenta estuprar garota
Edição de 23/09/2011

Acusado invadiu casa e ameaçou sobrinha com faca; primo de 7 anos ajudou vítima a escapar
Everaldo Leão, de 30 anos, mais conhecido como "Nego Bala", é acusado de tentar estuprar a própria sobrinha, de 12 anos, ontem de manhã, no bairro da Condor. O acusado invadiu a casa da prima dele, pulando a janela, às 7 horas, quando a vítima estava na companhia do primo de 7 anos. Ele ameaçou a garota com uma faca, mas ela reagiu e contou com a ajuda do primo, que foi buscar ajuda de parentes. O acusado não conseguiu consumar o crime e fugiu. "Nego Bala" responde a processo criminal por roubo.
A adolescente ficou com a marca da violência no braço e no pescoço, que foram arranhados pela faca usada pelo acusado. Os familiares que a socorreram foram para a seccional da Cremação registrar ocorrência. O delegado Aldo Botelho determinou que as equipes de polícia fizessem a busca do suspeito, que não havia sido localizado até o início da noite. O delegado instaurou inquérito policial para apurar o crime e disse que vai pedir à Justiça que a prisão preventiva de "Nego Bala" seja decretada ou, pelo menos, que seja exarada medida cautelar proibindo que o acusado se aproxime da vítima.
A mãe da jovem relatou à reportagem que é ex-cunhada do suspeito. Segundo ela, a vítima estava passando uns dias na casa da prima do acusado, localizada na avenida Alcindo Cacela, passagem Almeida, e, na manhã de ontem, ele invadiu a residência pulando a janela. A dona da casa havia saído para levar o filho ao médico e a garota ficou no imóvel com o primo de 7 anos.
A vítima e o primo relataram que "Nego Bala" tirou a roupa e passou a ameaçar a sobrinha com uma faca, fazendo-lhe ameaças de morte para que mantivesse relações sexuais com ele. O garoto e a jovem gritaram, chamando a atenção da vizinhança. A menina tentou se defender e foi arranhada com a faca. O menino conseguiu fugir e pedir ajuda na casa da avó, localizada perto do local do crime. Os familiares se dirigiram ao local, mas não encontraram mais o acusado, que fugiu numa bicicleta.
"Quando vi minha filha me deu uma tristeza muito grande. Ela estava chorando. Isso nunca tinha acontecido. O sentimento que estou é de revolta", contou a mãe, que foi chamada pelos parentes depois do ocorrido. Vários familiares da menina prestaram depoimento na seccional. Ontem ela seria submetida a exames de corpo delito, conjunção carnal e atos libidinosos diversos.
Fonte: Amazônia


Conselheiro detalha denúncia 
Edição de 21/09/2011



Ouvida por deputados, jovem abusada na colônia agrícola heleno fragoso também fez revelações sobre o crime
Tráfico de drogas, de mulheres e de armas. Os depoimentos do conselheiro tutelar de Belém Benilson Silva e da adolescente de 14 anos que foi abusada sexualmente dentro dos pavilhões da Colônia Agrícola Heleno Fragoso sugerem que estes três crimes são praticados na casa penal. A avaliação é dos deputados da CPI do Tráfico Humano da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), que ouviram os dois na tarde de ontem. A menina foi estuprada durante quatro dias por pelo menos cinco detentos. Por ter colaborado na denúncia do esquema ilegal que privilegia os presos do semiaberto, o conselheiro foi ameaçado de morte na última segunda-feira, no mesmo dia em que as primeiras reportagens sobre o caso foram divulgadas na imprensa.
O boletim de ocorrência para registrar o fato foi feito ainda na tarde de ontem, logo após a reunião com os deputados, na Divisão de Investigações e Operações Especiais da Polícia Civil (Dioe). Benilson Silva foi escoltado por uma viatura da Casa Militar da Alepa. Benilson, que está há apenas um mês e meio no Conselho Tutelar, detalha que recebeu três ligações de número restrito. "Foi uma voz de homem que ligou, dizendo que era para eu não me envolver mais no caso. Ele disse que sabia onde eu e meus filhos moramos, o endereço do meu trabalho e que eu poderia morrer se continuasse a dar entrevistas. Isto não me intimida, mas tomei precauções, como me mudar temporariamente e pedir para meus familiares ficarem atentos com situações suspeitas", destacou.
A Comissão de Direitos Humanos da Alepa vai requerer em ofício que seja garantida pela Secretaria de Estado de Segurança (Segup) a proteção ao conselheiro e também à adolescente, que vem dando muitas pistas a respeito dos acontecimentos dentro do presídio. Os deputados até cogitaram a hipótese de ela ser incluída no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), como disse o deputado Carlos Bordalo (PT), relator da Comissão de Inquérito Parlamentar. "Vamos pedir neste primeiro momento que sejam providenciadas duas viaturas, uma para acompanhar o conselheiro e outra para a jovem. Os dois são testemunhas fundamentais para as investigações da CPI e também da polícia. Ela poderá ajudar a produzir, por exemplo, o retrato falado da aliciadora, que inclusive já poderia ter sido providenciado", observou Bordalo.
As relações de tráfico humano puderam ser identificadas pela presença da aliciadora, que receberia dinheiro dos presos para levar as mulheres e também prometia às meninas a quantia de R$ 20,00 para que elas fossem ao local. Embora tenha aceitado receber a importância, a adolescente não imaginava que seria obrigada a manter relações sexuais forçadas com vários presos. "O dinheiro que eles arrecadavam com as drogas não ficava com a gente. Nós estávamos sendo vigiadas o tempo todo e vendíamos a maconha, cocaína e óxi deles para outros presos. A mulher que nos levou para lá ficava com uma parte. Deve ter ganhado, no mínimo, R$ 500,00", revelou a adolescente.
O paradeiro das outras duas adolescentes de 15 e 17 anos que estariam junto com ela nas sessões de agressão sexual ocorridas na casa penal ainda é desconhecido. Podem ter sido mortas ou fugido, o que é mais provável. No último domingo, após uma revista, os agentes penitenciários registraram no livro de ocorrências a presença de mais seis mulheres, todas adultas.
Mãe da adolescente muda de endereço
A mãe da adolescente de 14 anos deixou, ontem, a residência na qual morava há aproximadamente seis meses. Ontem à tarde, este jornal tentou falar com ela, que residia no bairro do Curió-Utinga, cujo acesso é pela avenida João Paulo II. Vizinhos informaram, no entanto, que ela não estava mais naquele endereço. O paradeiro dela é desconhecido.
Ontem vizinhos disseram que a adolescente de 14 anos pouco parava em casa e que era comum ela chegar acompanhada de representantes do conselho tutelar ou de policiais militares, que a encontravam em situação de risco pessoal e social. "Ela gostava muito de rua", disse uma moradora.
Ainda segundo esses relatos, a adolescente, quando localizada pelo Conselho Tutelar, dizia que era adulta e tinha 21 anos. A mãe, que tem ainda dois filhos pequenos, que também moravam com ela, conversava com a filha, para que ela mudasse de comportamento. Porém, a jovem acabava encontrando uma maneira de ir para a rua, ainda de acordo com os vizinhos.
Casa penal passará por uma inspeção na tarde de hoje
Os deputados da Comissão de Direitos Humanos da Alepa vão fazer uma inspeção hoje, às 15 horas, na Colônia Agrícola Heleno Fragoso. A finalidade da visita é coletar mais informações com o departamento administrativo, detentos e agentes penitenciários sobre as rotinas e as condições de infraestrutura e segurança do local. Informações podem servir de subsídio para denúncia ao Ministério Público do Estado (MPE).
O presidente da comissão que visitará a colônia, Edilson Moura (PT), explica que a intenção do grupo é saber o que é preciso ser feito e como os deputados podem interceder. "Queremos saber, por exemplo, se há recursos próprios para a construção dos muros e em qual prazo ele será feito. Vamos conhecer in loco qual nível de facilidade os detentos têm para ir e vir do espaço e também se existe mesmo superlotação e se há mesmo ameaças de morte aos agentes que decidem enfrentar os presos", disse.
O deputado José Megale (PSDB), que representou a base de apoio ao governo na reunião, está confiante que os culpados pelos desvios identificados na colônia serão punidos. "O Estado, mais uma vez, está agindo rápido para tentar resolver o problema. Em outro caso de grande repercussão que ainda está na mídia, o da prisão dos matadores do casal de extrativistas de Nova Ipixuna, várias dúvidas a respeito da eficiência da polícia paraense foram levantadas. Mas os resultados apareceram", comparou o deputado.
Fonte: Amazônia


Presos assassinos de casal
Edição de 19/09/2011



José rodrigues é acusado de ser o mandante e seu irmão o executor de José Cláudio e Maria do Espírito Santo
Estão presos dois acusados do assassinato de um casal de extrativistas no município de Nova Ipixuna, sudeste do Estado do Pará. O crime ocorreu em maio deste ano, e as vítimas foram José Cláudio e Maria do Espírito Santo Ribeiro da Silva. Os irmãos Lindonjohnson Silva Rocha, 29, e José Rodrigues Moreira, o "Zé Rodrigues", 43, foram detidos ontem pela manhã em uma operação conjunta entre as polícias civil e militar, em uma área rural de Novo Repartimento. Na cabana em que eles estavam escondidos, foram encontrados três revólveres calibre 38 e uma espingarda calibre 22, que pode ser a mesma usada no crime. A polícia agora investiga para localizar e prender um terceiro acusado do duplo assassinato. Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado, Luís Fernandes, as investigações apontam José Rodrigues como mandante do crime, e Lindonjohnson foi o executor, juntamente com Alberto Lopes Teixeira, conhecido como "Neguinho", que ainda está foragido. "A polícia continua investigando para prender o terceiro acusado. Chegamos aos dois, e com certeza chegaremos ao que ainda foragido", afirmou.
Cerca de 60 policiais participaram da operação, que foi montada após quatro meses de investigações. Para chegar aos irmãos, a polícia contou com mapeamento da área onde eles se escondiam, policiais infiltrados, informantes e outras técnicas de investigação. "A operação foi precedida de grande planejamento. Os acusados estavam em um local de difícil acesso, em uma área alta", afirmou o secretário.
José Rodrigues e Lindonjohnson se escondiam em uma casa, mas costumavam dormir em uma espécie de barraca dentro da mata. O local é 22 quilômetros distante da vila Maracajá, que fica a 52 quilômetros do município de Novo Repartimento. A prisão deles ocorreu ao amanhecer do domingo, quando toda a área foi cercada. José Rodrigues ainda tentou fugir, mas foi preso em poucos minutos.
O delegado geral adjunto, Rilmar Firmino, afirmou que o sucesso da operação se deu por todo o trabalho de investigação e levantamento prévio, que vinha ocorrendo há quatro meses. "Foi uma ação perfeita logo na primeira abordagem. Tínhamos três ações táticas planejadas para a prisão dos acusados. Caso a primeira não desse certo, partiríamos para a segunda, que seria um novo bloqueio. E, em último caso, faríamos uso de aeronave", afirmou o delegado.

Zé Rodrigues tentar escapar de cerco

Ele contou que policiais do Comando de Operações Especiais (COE) cercaram o local em que os irmãos estavam e ficaram cerca de três horas aguardando o momento de avançar até a casa e efetuar a prisão. "Quando os policiais avançaram, José Rodrigues ainda tentou fugir, mas seis policiais estavam na parte de trás da casa e o outro acusado já estava dominado", contou. Rilmar afirmou ainda que "Zé Rodrigues" é o mandante do duplo assassinato. "Ele foi identificado como mandante, não temos dúvidas disso", segundo suas palavras.
O coronel Solano, da Polícia Militar (PM), afirmou que maiores detalhes e imagens da operação que resultou na prisão dos acusados serão fornecidos hoje. "Foi uma ação bem planejada, que contou com o trabalho conjunto das polícias do Estado. Os policiais chegaram durante a noite e amanheceram no local, não deram tempo para reação dos acusados. Conseguimos prender os responsáveis por este crime hediondo, que mexeu com a nossa sociedade e com o País inteiro", complementou.
Os acusados foram trazidos para Belém no helicóptero do Sistema de Segurança Pública - sob forte escolta policial - e apresentados no início da noite de ontem, em uma entrevista coletiva. Hoje, eles serão ouvidos em depoimento e a polícia irá divulgar mais detalhes sobre a operação que resultou na prisão dos irmãos acusados do assassinato dos extrativistas.

O crime

O casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Ribeiro da Silva foi abordado pelos pistoleiros quando saíram do Projeto de Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira, onde moravam. Eles estavam a caminho da sede do município quando foram executados a tiros. Segundo as investigações policiais, Lindonjohnson e Neguinho estariam na mata aguardando a passagem do casal. Os extrativistas desceram da motocicleta para atravessar uma ponte de madeira, quando foram alvejados. O crime foi no dia 24 de maio.
Nas investigações, a polícia descobriu que "Zé Rodrigues" tinha entrado em conflito com o casal, e o motivo seria dois lotes de terra localizados dentro do assentamento. Durante prosseguimento do inquérito, no mês de junho, a polícia apontou José Rodrigues como mandante do crime, e seu irmão Lindojonhson como executor, além de "Neguinho" como segundo executor, ainda foragido. Mais de 60 pessoas foram ouvidas em depoimento.
Fonte: Amazônia


Morto com tiro na cabeça 
Edição de 14/09/2011

Rapaz caminhava com uma adolescente, no Guamá, quando um homem que andava em sentido contrário o matou
Vítima de uma possível emboscada, Daniel Pedreira do Rosário, de 23 anos, morreu com um tiro na cabeça, ontem, por volta das 16h30, na passagem Rui Barbosa, próximo à passagem Popular, no bairro do Guamá. No momento do crime, Daniel estava caminhando com uma adolescente de 14 anos, que foi conduzida para a 11ª Seccional Urbana do Guamá, onde prestou depoimento.
Segundo testemunhas, a vítima era uma pessoa arredia, que dificilmente saía de casa e sempre andava de bicicleta. A mãe de Daniel, que preferiu não ser identificada, também estava no local do crime e disse que o filho não estava envolvido com a criminalidade nem havia reclamado de perseguição, que apesar de não estudar fazia bicos como motorista.
"A vizinhança comenta que há algum tempo dois bandidos estavam atrás dele, mas ninguém sabe ao certo o motivo. Ontem (anteontem) perguntaram por ele, mas como ele não estava em casa resolveram ir embora", revelou um morador, que tem medo de se identificar por causa dos criminosos na área.
Conforme apuraram o cabo Felício e o soldado Deivison, da 11ª Zona de Policiamento, Daniel estava caminhando ao lado de uma adolescente e um homem vindo na direção contrária, sem nem ao menos esconder o rosto, disparou uma única vez na cabeça da vítima e continuou andando, com a arma de fogo nas mãos, à vista de todos, como se nada tivesse acontecido.
"Ele (Daniel) estava prometido. A gente não sabe bem porque, mas uma pessoa que não sai de casa por nada e não recebe ninguém além da própria família com certeza deve alguma coisa", disse outro morador, que também preferiu não ser identificado. Na seccional, a adolescente alegou não estar acompanhada de Daniel, mas testemunhas afirmam que os dois conversavam minutos antes do crime e que ela fugiu logo após o disparo.
A equipe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil chegou cerca de 20 minutos após a ocorrência. Os policiais foram informados de que pessoas ligadas ao autor do homicídio estariam na cena do crime, mas não foi possível identificr suspeitos. A equipe de remoção do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves chegou cerca de 40 minutos depois do crime, debaixo de forte chuva. A mãe de Daniel chorou muito ao ver o filho sendo carregado para dentro do furgão.
Fonte: Amazônia

Desconhecido é executado com três tiros na cabeça em Marituba
Edição de 14/09/2011
Um homem foi morto com três tiros na cabeça, na madrugada de ontem, em Marituba. Até o início da tarde de ontem, o cadáver continuava sem identificação no Instituto Médico Legal (IML). O crime ocorreu na rua da Cerâmica, por volta de 1h30, em um trecho sem iluminação pública. Policiais civis da Divisão de Homicídios estiveram no local colhendo as primeiras informações sobre o assassinato.
Policiais militares da 18ª Zona de Policiamento foram deslocados até a área do crime. A polícia teve dificuldade em levantar informações de testemunhas, já que no local prevalece a lei do silêncio. "Não sei de nada. Prefiro ficar calado", declarou um morador, que não se identificou. Apesar da aglomeração de curiosos no local, ninguém quis comentar o crime temendo represálias. "Aqui quem fala demais acaba morto. Por mais que soubesse de alguma coisa, jamais falaria", disse um morador, enquanto se afastava do local.
O silêncio dos moradores retrata o medo de quem vive refém da criminalidade nas áreas periféricas da cidade. "É difícil investigar sem informação, pois quem presenciou alguma coisa não vai falar, pois tem medo. Não nos revelaram nem ao menos a identificação da vítima ou se ele era envolvido com a criminalidade aqui do bairro", disse o sargento Paixão. Segundo ele, o trecho da rua onde o corpo foi encontrado é apontado como zona vermelha de Marituba. "A lei do silêncio prevalece nesta área, pois aqui quem dá as cartas são os criminosos. É uma área bastante problemática e vista como "zona vermelha", afirmou o policial. Uma mulher que seria parente da vítima deixou o local às pressas e sem falar com a polícia. "Pelo que nos disseram, ela era parente da vítima, mas se negou a prestar esclarecimentos e foi embora. Estava muito nervosa e não escondia o medo característico de moradores aqui desta área", completou Paixão.
Falando baixo, um morador da área se limitou a dizer que a vítima residia às proximidades. "Ele morava aqui perto, na 8ª rua, mas não posso falar mais nada. Nem adianta me perguntar, pois se descobrirem que estou passando informação para a polícia posso virar a próxima vítima", disse.
Uma equipe do Instituto de Criminalística iniciou o trabalho de levantamento de local de crime. De acordo com a perita criminal Virginia Paiva, o rapaz sofreu três perfurações de tiros na cabeça. Por volta das 2h, o cadáver foi removido para necropsia no IML. O crime foi registrado na seccional de Marituba, mas será investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil.
Fonte: Amazônia


Motoqueiro morre em colisão
Edição de 13/09/2011



Policiais encontraram pistola calibre 635 mm com a vítima. O acidente, de madrugada, foi na Cidade Nova 1.
motociclista João Paulo dos Remédios Cunha, 30 anos morreu ao bater em um poste na Cidade Nova 1, ontem de madrugada. Uma pistola foi encontrada com o corpo . Até ontem de manhã não se sabia a origem da arma e nem a profissão da vítima do acidente.
Segundo policiais militares da viatura 8101, da 3ªZona de Policiamento, uma testemunha que não quis se identificar viu quando o motoqueiro passava em alta velocidade e sem capacete, por volta de 1h30. João Paulo teria tentado ultrapassar um carro pelo lado esquerdo e, como não conseguiu, foi pelo lado direito. A manobra brusca o fez perder o controle da motocicleta e ele bateu a cabeça em um poste de iluminação pública, que fica na avenida 3 Corações, entre as WEs 4 e 5.
Parecia só mais um acidente de moto corriqueiro, até que a equipe do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves encontrou uma pistola de calibre 635 milímetros no bolso da vítima. Não havia indícios de que João Paulo fosse criminoso ou policial.
A arma foi recolhida para ser periciada. O objetivo é saber se alguma munição havia sido acionada e descobrir a origem da pistola. Se for da polícia ou das Forças Armadas, será devolvida pelo Centro de Perícias.
Ontem de manhã nenhuma ocorrência havia sido registrada na Seccional da Cidade Nova, que abrange a área do acidente. O delegado Vicente de Paula, que estava de plantão na madrugada de ontem, pediu apenas a remoção do corpo. Isso porque parentes de João Paulo não haviam ido até a seccional.
No último domingo, um bombeiro morreu em colisão semelhante, também na Cidade Nova.


Fonte: Amazônia







Desaparecidos

Edição de 04/09/2011


Fonte: Amazônia

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